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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Os Estóicos


O simples sentido da palavra estoicismo que ao ser pronunciada evoca a ideia de uma virtude austera e talvez altiva, leva em si a derivação dessa doutrina filosófica, uma verdadeiramente e admirável moral.
O fundador dessa tendência filosófica, fecundo ramo moral de árvore anterior, porem enraizada e frondosa por contra própria, foi Zenon (Zenão), Natural de Kitium, na ilha de Chipre (326-246 a.C). Nessa stoa(galeria), de onde a escola tirou o nome de estóica e de estóicos, os seus seguidores, Zenon ensinou suas doutrinas até o  ano 300 a.C.
Zenon foi discípulo e grande admirador de cínico Krates;  também estudou os platônicos e os megarenses e, com o que acreditava ser o melhor deles, com a pureza das doutrinas de Sócrates e de seus discípulos e o que de novo, viril e enérgico havia nos ensinamentos dos cínicos (sofistas) compôs sua doutrina, que tendia a estabelecer uma moral prática e a ensinar os homens, não apenas por palavras, mas principalmente mediante o exemplo. Isso quer dizer que enquanto na física restaurou o materialismo dinâmico de Heráclito, na ética aderiu ao cinismo, levando a finalidade do próprio contentamento, proposto por esse, até a exigência da vitória sobre todos os defeitos.
“Os estóicos – diz Condorcet – fizeram consistir a virtude e a felicidade na posse de uma alma insensível perante o prazer e a dor, livre de todas as paixões, superior a todos os temores, não reconhecendo outro bem que não fosse a virtude, nem outro mal que não fosse o remorso. Acreditavam que o homem tinha poder de sobra para atingir tal altura de desenvolvimento de uma vontade firme e constante e que assim, independente da fortuna e sempre dono de si mesmo, chega a ser inacessível ao vício e à desgraça”.

Marco Aurélio
Os estóicos  vem para resgatar mais uma vez a ética dos homens ensinando-os a pureza e a razão. Segundo os estóicos, um único  espirito anima todo o mundo e está presente em todas as partes, se é que ele mesmo não seja tudo e que não exista outra coisa a não ser ele mesmo. As almas humanas não suas emanações. A alma do sábio no momento de sua morte reúne-se a esse espirito universal. A morte, seria, pois, um bem se, para o sábio, submetido as leis da Natureza e bloqueado para tudo o que vulgo chama de mal, não houvesse maior mérito  que considera-la uma coisa indiferente.
Essa verdadeira filosofia moral, bem, como a pureza e a serenidade de sua vida, que jamais contradisse sua doutrina, valeram a Zenon um reconhecimento tal que ainda que não fosse cidadão ateniense, nem tendo adquirido jamais esse direito, recebeu maiores honras em sua pátria adotiva: dois reis gregos mantiveram correspondência com ele e quando morreu foi enterrado com toda pompa e solenidade por conta da república, que ainda publicou um decreto proclamando que merecia a estima de todos por sua grande sabedoria e elevada categoria moral.
Sêneca
Das mãos de Zenon, a escola cínica saiu fortalecida, melhorada, purificada, e sua grande sabedoria e virtude contribuíram para difundir o estoicismo primeiro na Grécia e logo depois pela Itália.
Outros estóicos após Zenon são: Perseo de Kitium, Chrisippos de Selos considerado o segundo fundador da escola estóica, um dos mais profundos representantes do estoicismo, Aristón de Chios, Dionísio de Heráclea e Hérilo de Cartago que deixou 705 obras de leitura fatigante, porém cheias de erudição e citações de outros autores.
Outro importante estóico foi Diógenes da Babilônia ( em torno de 240-152 a.C) rendeu homenagem em seu livro Sobre Minerva, à explicação alegórica dos mitos, próprias da escola. Dele, Filodermo conservou alguns fragmentos interessantes, em seu tratado Sobre Música.
Panécio de Rodes, mais moderado e conciliador do que a maioria dos estóicos, em Roma fes amizade como Escipion Emiliano, o destruidor de Catargo, e o acompanhou em suas viagens ao Egito e Ásia. Um de seus tratados serviu de modelo para Cícero. Sua teoria politica  não so foi adotada por Políbio, mas por meio de Cícero, influiu no rascunho que Montesquieu fez na monarquia constitucional.
Panécio foi o fundador da segunda escola estóica, escola que suavizou o rigor da primeira, graças ao que tomou de outras doutrinas, especialmente das socráticas, através dos platônicos.
Seu discípulo Posidônio de Apamea, da Síria (135-51 a.C), fundou em Rodes uma escola onde Cícero escutou seus ensinamentos. Pompeyo também o honrou, visitando-o duas vezes.
Entre os estóicos gregos que ensinaram em Roma, um dos mais notáveis foi Cornuto, mestre e amigo de Pérsio, que sentia por ele tanta admiração que o comparava a Sócrates; foi exilado por Nero.
Cícero
Sêneca, o mais ilustre dos estóicos romanos, foi seu verdadeiro representante, até surgir Epíteto, como diz S.Reinach subiu ao trono com Nerva e foi a religião dos imperadores até a morte de Marco Aurélio. Tal Como disse Renan, Com aguda clarividência: “Donos do império, os estoicos o reformaram com as suas doutrinas e foram os dirigentes dos mais belos anos da história da humanidade”.
Sendo assim Epíteto, Sêneca e Marco Aurélio marcos o estoicismo como o renascimento da virtudes e da ética.




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