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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Paixões da Alma- DESCARTES


OLÁ CARO(a) VISITANTE COMO TENHO UMA GRANDE ADMIRAÇÃO PELO TRABALHO DO GRANDE DESCARTES, EU GOSTARIA DE COMPARTILHAR AS GRANDES REFLEXÕES DO LIVRO DO DESCARTES "PAIXÃO DA ALMA", ONDE ELE MOSTRA COMO É QUE CADA SENTIMENTO SURGE EM NÓS.
IREI COLOCAR AQUELAS REFLEXÕES CARTESIANAS QUE NÃO MINHA OPINIÃO SÃO MAIS INTERESSANTES, MAS SE ALGUÉM SE INTERESSAR EM ALGUNS OUTROS PENSAMENTOS É SÓ COMENTAR ABAIXO DOS POSTS.



Art.1. O que é paixão em relação a um sujeito é sempre ação a qualquer outro respeito.


Nada existe que demonstre com maior clareza as imperfeições das ciências que herdamos dos antigos como aquilo que eles escreveram a respeito das paixões. Apesar de este consistir em um assunto cujo conhecimento foi sempre muito procurado, e não se afigurando um dos mais difíceis, visto que cada indivíduo, sentido-as em si mesmo, não necessitar a natureza, o que os antigos ensinaram sobre elas é tão escasso, e em sua maioria tão pouco aceitável, que a única maneira que tenho para me aproximar da verdade é afastando-me dos caminhos que eles trilharam. Este é o motivo pelo qual serei obrigado a escrever aqui como se tratasse de uma matéria que ninguém antes de mim tivesse abordado; e, para iniciar, considero que tudo quanto se faz ou ocorre de novo é em geral denominado pelos filósofos uma paixão em relação ao sujeito a quem acontece, e um ação no que se refere àquele que faz com que aconteça; de maneira que, apesar de o agente e o paciente serem com frequência muito diferentes, a ação e a paixão não deixam de ser sempre uma mesma coisa com dois nomes, em virtude dos dois sujeitos distintos aos quais podemos relacioná-la.

Reflexão: O senso comum não pode ser descartado, pois é através dele é que a ciência chegou a onde esta, mas para que possamos construir novas tecnologias é preciso por um momento esquecermos o senso comum e procurar soluções ou idéias racionais para que o mundo de conceitos metafísicos se tornem conceitos reais.


Art.2. Para conhecer as paixões da alma é necessário discernir suas funções das do corpo.
   Em seguida, também observo que não nos damos conta de que exista algum sujeito que atue mais estritamente ligado à nossa alma do que o corpo ao qual está unida, e que, portanto, devemos considerar que aquilo que nela é uma paixão em geral nele é uma ação; de forma que não existe melhor meio  para chegar ao conhecimento de nossas paixões do que analisar a diferença que há entre a alma e o corpo, para saber a qual dos dois se deve imputar cada uma das funções existentes em nós.

Reflexão: Para conhecermos as paixões da alma, é necessário conhecer o lugar da alma e o lugar do corpo, sabendo a função do corpo e da alma conseguiremos entender  suas funções mais futuramente. É muito importante sabermos que o corpo depende da alma e não a alma depende do corpo.

Referência: Livro:DESCARTESOs pensadores, Ed.Nova Cultural

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