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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Resenha do texto: Da monarquia a república





Reflexão
        
          Este texto relata o mais importante fato histórico do Brasil, cita como aconteceu a escravidão, quem foram os participantes desta calamidade e conta toda a verdade nua e crua da escravidão no nosso país. E importânte que as pessoas, escolas e até mesmo a imprensa, que vem criando mentes sem ideologias próprias, mostrem esta história verídica sobre a escravidão negra e algumas passagens da escravidão nos Estados Unidos da América.
         Saber e entender história é muito importânte, principalmente para a nossa juventude que nasce e cresce sem discernimento de História  e  Estória. 
         É preciso propagar estas informações para que nossa nação conheça um pouco mais sobre a história de seu país e de suas origens, e saiba como agir diante dos preconceitos que ainda nos cercam e aprender como viver em um país colonizado e machucado pelo o fato da tristeza escravocrata.


Resumo

No  capitulo 9(da escravidão ao trabalho livre) do livro Da monarquia a república de Emilia Viotti da Costa, aborda o assunto sobre a escravidão no Brasil e de contraponto nos Estados Unidos, Emilia mostra como a escravidão aconteceu no Brasil e de contrapartida ocorreu nos Estados Unidos.Será que a escravidão no Brasil foi mais maleável  ou a do Estados Unidos fora pior?Ela aborda como a escravidão aconteceu nestes dois países e como o tráfico negreiro  agiu de modo predominante para que isto acontecesse.No Brasil escravidão negreira teve inicio pelos português da coroa real, que ao fracassarem ao tentar catequizar os índios do Brasil optaram por escravos negros, pois eram de melhor valia e eram excelentes para o trabalho do campo.O capitulo aborda também a  influencia historia e religiosa do Brasil e dos Estados Unidos para a preservação da escravidão.Podemos observar como a abolição aconteceu e como foi seu processo contra a escravidão no Brasil e como os fazendeiros reagiram como a abolição da escravatura.






Fichamento:Da Escravidão ao Trabalho Livre

O capitulo 9 faz uma análise sobre as questões raciais do Brasil e dos Estados Unidos e quais foram suas influencias históricas, durante este capitulo é feito uma análise de como os dois países de ideologias religiosas diferentes, sendo o Brasil católica e os Estados Unidos Protestante influenciaram nas ações raciais, os aspectos sociais e econômicos.
Podemos citar por exemplo as ações escravocatas que existiam no Brasil e nos Estados Unidos, nos Estados Unidos as relações afetivas entre senhoras e escravos era proibida, impossibilitando então a miscigenação do país que ao contrário do Brasil não existia nenhum lei ou regra sobre a relação de senhor e escravos, influenciando hoje a vasta miscigenação do Brasil.
Após comparar a escravidão nos Estados Unidos e no Brasil,
Degler(autor abordado por Emilia) concluiu que dever-se-ia olhar além das práticas da escravidão para uma explicação dos padrões raciais contemporâneos. Para Degler, que não parece ciente da tautologia, as diferenças nas relações raciais são realmente manifestações da “singular diferença subjacente à definição social do mulato”  sendo que o fato histórico em ambos países influenciaram e influenciam as questões raciais até os dias atuais.
Devido o Brasil ser um país de influencia católica e não ser proibido as relações entre escravos e senhores isto contribui para o fim da escravidão sendo a que já havia grupos abolicionistas que não era a favor da exploração.
É preciso lembrar que as diferenças e preconceitos raciais foram muito maiores nos Estados Unidos do que no Brasil, sendo que até os dias atuais ainda sim existem bairros nos Estados Unidos que são de moradores negros ou somente de moradores brancos, ajudando a preservar uma pobre cultura de valores sociais e ideológicos.
A escravidão foi de extrema importância para a economia de ambos os países pois o que fazia economia crescer era a mão de obra escrava, devido ao fato de que era um trabalho sem remuneração e obrigatório, que rendia lucros apenas para os grandes senhores proprietários de terras.
Um ponto importante para se destacar foi que a  coroa portuguesa apenas raramente interferiu em favor dos escravos. Na verdade, a maior parte dos regulamentos reais criou formas de controle social que beneficiavam os senhores,não os escravos. No Brasil como nos Estados Unidos, os escravos estavam à mercê dos senhores, talvez ainda mais no Brasil, pois a ineficiente burocracia portuguesa concentrava suas atividades nas cidades portuárias e deixava o controle do interior ao proprietário de escravos.A Igreja bem cedo estabeleceu um compromisso entre escravidão e cristianismo, encontrando na tradição ocidental os argumentos para justificar a escravidão de negros.
Durante operíodo colonial, a teoria da “guerra justa” forneceu a base lógica para a escravidão: aqueles que se opunham ao cristianismo mereciam ser escravizados. Num mundo governado pela Providência Divina, a escravidão era uma punição para o pecado: os negros que iam contra a ideologia religiosa deviam pagar por transgressões presentes ou passadas. A Igreja limitava-se a recomendar benevolência ao senhor e resignação ao escravo; o pecado do senhor era a crueldade, o pecado do escravo era a revolta.
Por conta da revolução industrial no Brasil e o sistema capitalista dos Estados Unidos o trafego de escravo foi afetado, sendo necessário uma diminuição do contrabando de negros, prejudicando assim os senhores donos de terras e a economia de ambos os países.
Nesta época escravos que eram filhos de brancos ou que completavam 65 anos tinham garantia de liberdade destruindo mais ainda o sistema escravocrata pois diminuíam ainda mais a mão de obra, contrapondo a ideologia Norte America que abolia esta idéia de relações escravos e senhores por medo que afetassem o sistema escravocrata do pais.
Pensando nestes aspectos a escravidão ainda um empreendimento lucrativo? Era um bom investimento? O trabalho escravo era mais produtivo
do que o trabalho livre? O trafico negreiro prejudicado o preço de escravo a grandes alturas, os abolicionistas ganhando cada vez mais força, isto prejudicou os grandes senhores que gastavam quase o mesmo tanto que gastariam em pagar por a mão de obra escrava, sendo mais fácil pagar o trabalho do que usar da força bruta para que o mesmo acontecesse.
    “Os fazendeiros reagiram diferentemente nas distintas áreas,
      mas, por volta de 1880, a maioria deles estava convencida de
      que a escravidão era uma causa perdida. Além disso, outros tipos
      de investimento tinham se aberto a eles: estradas de ferro, ban-
      cos e indústrias. Diante dessas novas possibilidades, a imobiliza-
      ção do capital, característica do sistema escravagista, não era
      mais racional. Parecia haver maior oportunidade para diversifi-
      car o investimento de capital. O sistema de crédito havia se ex-
      pandido, criando novas possibilidades de financiamento de
      trabalhador livre; a revolução tecnológica nos transportes e as
      crescentes demandas do mercado internacional haviam criadonovas         
       possibilidades para a expansão da produção e para a espe-
      cialização. Os métodos de processamento do café e do açúcar
      também tinham melhorado, permitindo uma melhor divisão do
      trabalho. Após a interrupção do tráfico, o preço dos escravos
      aumentou vertiginosamente. O custo de manutenção dos escra-
      vos parecia, em algumas áreas, igualizar-se ou mesmo exceder o
      nível salarial local.”(páginas,363 e 364)

O tráfico interno ofereceu uma solução temporária,mas a auto-reprodução dos escravos não podia satisfazer a demanda imediata.
Os fazendeiros das áreas em expansão haviam encontrado suas salvações na imigração. É provável que os fazendeiros  não teriam procurado alternativas para o trabalho escravo se não estives sem totalmente pressionados por todo acontecido. Além disso, se tivessem mais confiança nas possibilidades de sobrevivência da escravidão ou não tivessem encontrado alternativas, teriam lutado para manter a instituição. Teriam tentado usar os mecanismos de repressão disponíveis para interromper os abolicionistas e as fugas de escravos.Como eles não se organizaram para defender a instituição, a escravidão foi abolida por um ato do Parlamento sob os aplausos das galerias. Promovida principalmente por brancos, ou por negros cooptados pela elite branca, a abolição libertou os brancos do fardo da escravidão e abandonou os negros à sua própria sorte.



Referência:



COSTA,Emilia Viotti. Da Monarquia à República: capitulo 8 (p. 342 – 363). 5ª edição,São Paulo, 1987

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