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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O Mito da Caverna


 Este texto apresenta um diálogo de Sócrates e Glauco, onde  Platão retrata em a Republica um de seus livros mais famosos.
Inicialmente apresentarei o vídeo para ilustrar o mito e logo após sugiro que realize a leitura para que no final faça uma reflexão e crie sua opinião sobre o mesmo.



SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à
ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em
morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a
infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e
só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto.
Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos
imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os
tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos
bonecos maravilhosos que lhes exibem.
GLAUCO - Imagino tudo isso.
SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos
que se
elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou
madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam
em silêncio.
GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!
SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver
de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do
fogo, na parede que lhes fica fronteira?
GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.
SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as
sombras?
GLAUCO - Não.
SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das
sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?
GLAUCO - Sem dúvida.
SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam,
não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?

Reflexão:

O que podemos observar deste mito, é que os homens nasceram acorrentados dentro da caverna e que tudo o que tinham de conhecimento era o que enxergavam através da luz de uma pequena fogueira que resplandecia aquilo que era apenas sombras, mas dentro desta caverna existiam vário homens, mas um deles saiu para descobrir o que realmente existia lá fora, soltou-se das correntes e enfrentou a luz do sol não desistindo de descobrir toda a verdade.
Quando um dos homens descobre que tudo o que sábia era ilusão da verdade logo se fascina com o quanto a sabedoria e bela e empolgante.
Mas mesmo depois de enfrentar os senhores da caverna que ali acorrentava os homens para que continuassem na pequenez e ignorância dentro da caverna ele por um sentimento de fraternidade decide voltar para libertar seus amigos.
Quando o homem chega até a caverna e relata  para os seus amigos o que ele descobriu e tenta salvar seus amigos da pequenez humana eles o atacam e o taxam como louco e fazem de tudo para que ele desaparece do mundo de ignorância em que vivem dizendo-lhe que a sabedoria verdadeira são as sombras que se projetam na parede e que o  mundo perfeito é o que eles estão inseridos. O comodismo dos homens é maior do que a força da busca de todas as verdades.
O homem liberto volta para fora da caverna e procura desvendar o que ainda não descobriu.
Bom, o mito de Sócrates relatado por Platão mostra um pouco de nós, que nascemos dentro de uma caverna e aprendemos certas verdades que as vezes são apenas imagens mal projetadas da verdade, mas mesmo sabemos que existe algo por de trás das sombras não nos esforçamos para quebrar as correntes para mudar e descobrir o mundo fora da caverna, preferimos ouvir a voz dos senhores da caverna em vez de questionarmos se a verdade é a que nos foi dita e depois procurar saber se a verdade dita é a real.
Não quer dizer que tenho razão nem que ninguém esta sem razão, quero dizer que todos devemos procurar nossas razões e comparar todas as verdades e depois formar nossas verdades.
Acredito que poucas pessoas vão tirar algo deste texto, mas aquelas que enfrentar as correntes e os senhores da caverna e sair mesmo que a luz seja dolorida parar os olhos afim de buscar a verdade será agraciado pela diminuição da sua ignorância.
Mesmo depois disto talvez ainda estaremos um pouco preso dentro da caverna, mas isto é um processo que necessita de paciência.
A condição atual do nosso mundo, está de acordo com o mito onde apenas um de vários homens enfrentam tudo para procurar ser melhor e descobrir sua próprio conceito de verdade.
O mito serve para nos mostrar as verdades por de trás das sombras que as vezes vivemos e não enxergamos a luz que gera tudo.
Sugiro que  todos se esqueçam de certos conceitos de gostar, onde aprendemos que precisamos saber apenas o A do alfabeto e esquecemos que com o alfabeto formamos palavras, frases, versos e textos que tanto nos ensinam.
Vamos procurar desvendar todos os mistérios do mundo, precisamos mais focar nos conceitos das verdades e ficar menos nos pré- dos conceitos das coisas.
A sabedoria é infinita talvez não precisemos delas para nada, mas quando nós tomamos conta do quanto o saber é bom deixaremos de nos questionar se desvendar é bom e termos certeza que certas dúvidas apenas servem para atrasar nossa evolução.

Agradeço a todos e até a próxima.

Diego Elias



Extraído de "A República" de Platão .
Vídeo extraído do youtube:http://www.youtube.com/watch?v=LWJfYp4tBQU&feature=fvwrel

Um comentário:

  1. What’s up, just wanted to say, I loved this article. It was funny. Keep on posting

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