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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

CIDADANIA - BRASIL E MUNDO

Em todo processo histórico da humanidade existiu uma pré-ideia de cidadão pois o homem sempre viveu em grupos formando uma sociedade e é por isso que ele perpetuou em sua existência. Cidadania vem de CIDADE, e CIDADÂO é um indivíduo que participa desta cidade.civis, políticos e sociais. Isto do outro lado da ponte. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser ciente das suas responsabilidades precisa compreender o quão importância ele tem em seu grupo socieal, precisa ter o senso e ideia de coletividade, a nação, o estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente desta maneira a maquina funciona a ideia de coletividade: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum. Na Grécia existia a ideia de Idhios ou seja IDIOTA, era aquele indivíduo que olhava apenas para o seu próprio umbigo, ou seja pensava apenas em si mesmo, esquecendo o senso de coletividade, deixando de ser um verdadeiro cidadão.

Analisando cientificamente e historicamente e referenciando  desde a Grécia para os tempos modernos existiu a ideia de cidadão, mas afinal o que é cidadão? Cidadão é um individuo que faz parte de uma sociedade, este mesmo individuo tem direitos e deveres, mas esta ideia de cidadão muda a cada época e em cada contexto da história, pois o cidadão de um tempo não era o mesmo cidadão de outros tempo, ou seja de acordo com o contexto histórico, este emplacamento social muda. Na atualidade ser cidadão é:  ter consciência de que é sujeito de direitos. Direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos
Falando mais profundamente, um cidadão não pode apenas ter conhecimento de seus direitos e deveres, conhecer apenas não muda nada, é preciso ter consciência e agir, fazer ações sair da inércia. Fazer por si e pelos outros, exercitar a ideia de MORES ou seja MORAL, acionar a consciência que existe no individuo, contrabalancear consciência mais ÉTICA, formando uma verdadeira POLIS, cidade mais ÉTICA, bons constumes ou boa ação, concretizando uma POLITICA perfeita.
Cidadania vai além de simples conhecimento de causa é preciso fazer efeito, vivenciar em todo momento a ideia de ser cidadão.
Na Grécia antiga cidadão era aquele sujeito que tinha direito de opinar tomar decisões sobre o rumo da sociedade. Entre tais condições, estava a de que fosse um homem totalmente livre, isto é, não tivesse a necessidade de trabalhar para sobreviver, uma vez que o envolvimento nos negócios públicos exigia dedicação integral.  Nessa época era muito baixo o números de cidadãos, que excluíam além dos homens ocupados (comerciantes, artesãos), as mulheres, os escravos e os estrangeiros. Basicamente apenas os proprietários de terras eram livres para ter o direito de decidir sobre o governo. A cidadania grega era resumida apenas por direitos políticos, identificados com a participação nas decisões sobre o coletivo.
Roma antiga cidadania era a capacidade para exercer direitos políticos e civis e a distinção entre os que possuíam essa qualidade e os que não a possuíam. Cidadania de Roma era atribuída apenas aos homens livres, mas nem todos os homens livres eram considerados cidadãos
No fim com o declínio do Império Romano, e passando a vigorar a Idade Média, ocorrem profundas alterações nas organizações sociais. O período medieval é marcado pela sociedade caracteristicamente ESTAMENTAL, com rígida hierarquia de classes sociais: clero, servos e nobreza. A igreja passa a ser a lei do estado e impõe direitos e deveres do cidadão a partir da doutrina cristã, influi na a liberdade e igualdade de todos os homens e a familia, provocou transformações radicais nas concepções de direito e de estado. Na idade média em razão dessa índole hierarquizada das estruturas em classes sociais, dilui-se o princípio da cidadania. O conceito é alterado nos princípios religiosos ou pseudoreligiosos afim de beneficiar os lideres da igreja.O relacionamento entre senhores e vassalos dificultava bastante  a definição desse conceito. O individuo medieval, ou era vassalo, ou servo, ou suserano; jamais cidadão. Os princípios de cidadania e de nacionalidade dos gregos e romanos estariam “suspensos” e seriam retomados com a formação dos Estados modernos, a partir de meados do século XVII.
Após este caos vieram os iluministas para clarear as mentes, abrir a porta das mentes e  alterar o conceito de cidadão, tudo começa na Itália e se expande pelo resto da Europa.
Período este que recuperou-se a cultura greco-romana e a ideia de cidadania foi retomada, iniciando-se a construção da concepção moderna e a ideia de cidadania. Não obstante, a cidadania preconizada pelos renascentistas estava intrinsecamente ligada aos interesses da classe dominante, classe de posses, de poder aquisitivo  baseando-se no modelo clássico romano. O cidadão, do período renascentista, era aquele que possuía o direito de decidir sobre as questões da cidade-estado, isto é, cidadania era um privilégio dos membros da elite dominante.
De um lado, ela é retomada nas cidades comerciais e, de outro, elaboram-se princípios – individualistas e antropocêntricos – fundamentais para a sua construção na versão moderna.
O sistema era Feudal, onde o rei obtinha poder sobre uma determina sociedade e paralelamente existe a igreja que comandava de igual poder para com o povo.
Com o fim do feudalismo nasce a formação dos Estados nacionais, a sociedade, ainda formada e organizada em clero, nobreza e povo, novamente direciona-se o poder e controle nas mãos do rei, cuja autoridade abrangia todo o território e era reconhecida como legal pelo povo. Língua, cultura e ideais comuns auxiliaram a formação desses Estados.
 Finalmente acaba-se a Idade Moderna, observa-se um grandioso  questionamento das distorções e privilégios que a nobreza e clero insistiam em manter sobre o povo. Este grandioso momento e marcado pelo aparecimento de figuras importância inquestionável na  história da cidadania, como Rousseau, Diderot, Voltaire Montesquieu, e outros. Começam a lutar e a defender um  governo democrático, com uma maior amplitude e fim de privilégios de classe e ideais de liberdade e igualdade como direitos fundamentais do homem. Essas ideias dão o suporte definitivo para a estruturação do Estado Moderno. Tempos depois foroma-se o alicerce as novas construções de um estado novo e sólido.
Outra importante faceta histórica foi o marco das Treze Colônias a invasão dos Ingleses na America do Norte, entraram com a ideia de invadir terras indígenas que até hoje relata-se grandes conflitos por terras em alguns lugares.
A entrada dos europeus foram de grande eficiência, lutaram pelas terras, dizimaram e apagaram da face da terra tribos indígenas e com elas foram enterradas sua cultura e suas lembranças. A catástrofe estava formada e a chamada colonização estava feita.
As treze colônias podem ser separadas em três grupos que são:  colônias do Norte ou Nova Inglaterra, colônias do centro e colônias do Sul.
Se estabelecem em terras norte americanas e fundam seu novo conceito de cidadania e sociedade, baseando-se em conceitos antigos e carregando ainda suas concepções de suas origens.
O projeto desses colonos pioneiros continha objetivo de construção das sociedades autônomas em que pudessem erguer uma nova estrutura organizacional.
O direito a cidadania era apenas para os colonizadores e quem possuía posses terrenas. O que sobrava de indivíduos ou eram escravos ou começava a velha história da Grécia e Roma antiga. O dominante e cidadão precisa ter influência e posses grandiosas.
Vindo a Revolução Francesa, momento histórico da França onde monta-se uma  revolta do povo para com seus governantes, germina ai a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, anunciada ao público em 1789. Com estes direitos os reis foram intimados a ceder e aqueles que não concordavam foram na sua maioria decapitados. Nasce uma forma e um conceito de cidadania. Novo código de direitos e deveres dos cidadãos.
Um exemplo:  Artigo primeiro da Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, diz: "Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundar-se na utilidade comum".
O Artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948: "Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade".
Esta se concentra mais nos direitos civis, que garantem a liberdade individual - os direitos do homem - e nos direitos políticos, relativos à igualdade de participação política, de acordo com a defesa dos revolucionários do voto universal, o que corresponde aos direitos do cidadão.
Após o fim da segunda Guerra Mundial, com o genocídio e os abalos cometidas pelo Nazismo de Adolf Hitler, foi necessário organizar uma maneira de prevenir e proteger os direitos humanos, pois esta etapa da história da humanidade ficou-se partes  dilacerados pela destruição e subjugação da pessoa humana, que culminou no extermínio de mais de  milhões de pessoas.
         Prostado a frente desta linearidade da etapa histórica mundial a Organização da Nações Unidas, em assembleia geral realizada em 1948, aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos,como marco de reconstrução dos Direitos Humanos em busca do processo de universalização desses direitos, com o objetivo de evitar que esses acontecimentos ocorressem novamente.

Exemplo:Art. I - Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
Esses direitos transformam totalmente a organização social de todo mundo, e fixa um conceito universal de cidadania que influência vidas até os tempos atuais.
A história da cidadania no Brasil é praticamente inseparável da história das lutas pelos direitos fundamentais de pessoa: lutas marcadas por massacres, violência, exclusão e outras variáveis que caracterizam o Brasil desde os tempos da colonização. Há um longo caminho ainda a percorrer: a questão indígena, a questão agrária, posse e uso da terra, concentração da renda nacional, desigualdades e exclusão social, desemprego, miséria, analfabetismo, etc.
O Brasil, é uma país que engatinha como sociedade de cidadãos, poucas conquistam foram obtidas, a independência foi marcada por um jogo de interesses, o direito ao voto chega em um ocasião que já era chacota todos não votarem, é influenciado pelos conceitos de seus colonizadores, a banca ruralista domina a classe da pobreza. Os direitos são exercidos mas pouco se conhecem, pouco se aplicam, uma pequena minoria luta por seus direitos que as vezes são vedados.
É um pais com grande desigualdade social, devido seu fator histórico escravocrata.
Dão o direito de votar como ato de cidadania, o direito a vida, o direito a liberdade porém e não implícito tomam tudo com a falta de informação.
A cidadania é um conceito que vem mudando por séculos, buscou os direitos e deveres de cidadãos, mas nem sempre para o bem comum, vendo sendo alterada esta ideia por toda história, mas ainda precisa melhorar muito principalmente no Brasil, mas isto só sera possível com a ajuda das pessoas, começando por saberem seus direitos e deveres e localização em sua sociedade. O melhor caminho e conhecer.
Cidadania no Brasil é algo a se envergonhar o país sim conquistou muitos direitos, grupos sociais conquistaram grandes direitos, o voto e  a inclusão social de etnias foi importantíssimo, porém é uma ideia que ainda esta no ovo, esperando a hora de chocar.
Os direitos brasileiros foram forjados em cima das conquistas exteriores e praticamente obrigadas e serem exercidas por pressão mundial nas regras e leis do Homem.
É um história de massacres, destruição talvez maior que a de Hitler, porém talvez esquecida e incomparável, pois os negros trazidos para o Brasil, além de serem mortos em fazendas, também eram mortos em navios negreiros, Índios foram mortos e dizimados pelos colonizadores Europeus, com a tentativa de escravizar tribos indígenas muitos foram mortos.
Esquecem-se que é uma história forjada com sangue, com lutas, com espadas.
Cidadão aqui era conceito europeu, nativos eram bárbaros, saiam do conceito de cidadão da Europa, índias, negras e ainda escravas eram animais, encontravam totalmente fora do padrão Helenístico greco-romano, posteriormente Europeu e hoje mundial.
Cientificamente os habitantes que não eram Europeus ou eram animais ou nada, humanos eram apenas os que aqui pisaram com navios.
Lastimável esta parte ser lembrada em poucas ocasiões.
Cidadania neste país, se torna padrão anteriormente citado, senhores de terras, herdeiros de tronos, etc; eram cidadãos e abjugar atualmente nada mudou.
Os direitos infelizmente se firmaram abstratamente devido não gerar lucros como eram antes.
A escravidão implícita da lugar a escravidão disfarçada, o cidadão incluso nas teorias de Rousseau e  Voltaire  com o fim da democracia apenas faz parte pois se torna interessante para os grandes senhores detentores de poder.
Dificilmente ideias de grandes pensadores se tornam de utilidade sem um interesse incomum.
Com uma visão de maior amplitude enxergamos o deficiência de cidadãos no Brasil, teorias revolucionárias de grandes pensadores são excluídas do ensino educacional, conceitos de Ética e Moral são deturpados a fim da alienação social, manipulação da informação acontece a cada segundo a fim de instruir as mentes vazias de pequenos atos informativos reais.
Sem falar do contexto dominador que não mudou, ainda sabe-se que pequenos grupos familiares possuem o poder da manipulação do estado, a política é falida pois conceitos reais são abandonados dando lugar a pseudociências.
Cidadãos em uma constituição centenária e errônea tem seu direitos, sim tem direitos no papel, pessoas morrem de fome, morrem de sede, não tem trabalhos, distribuição de renda desigual, o regime politico é democrata mas o estado é obrigado a votar, o povo tem a voz, mas é uma voz abafada ou baseada em nenhum ou pouco conhecimento de um todo, que no fim ajuda os mesmos grupos a continuarem acumulando capital em seus nomes e distanciando cada vez mais as pessoas de sua dignidade.
Valores foram invertidos ou talvez nunca existiram, virtudes é palavra esquecida, melhoras apenas para o alto nível econômico, pessoas são escravas de si mesmas, a alienação perdura em um estado crítico e afundado em um poço de lamas de alta profundidade.
A cada dia a educação é uma assombração para a juventude, o ideal de vida é o acumulo de riquezas, a individualidade é ato de heroísmo.
Cidadão é palavra e conceito morto, muitos tentam faze-lo existir mas isso é mera ilusão.
A bagagem histórica de inicialização mortalizada é carregada em cada rosto seja ele liso ou marcado pela dor.

Brasil é algo diferente cidadão neste país é foto colada em parede que serve apenas de lembrança de como deveria ser.
Não julgando apenas este grandioso país onde a riqueza mineral, de grandiosos recursos naturais existentes e mentes brilhantes, o mundo passa por este conceito, o caminho ao sol um dia chegue e tantas informações poderiam chegar até aqueles que precisam tornando realmente como diziam grandes pensadores Gregos como Platão e Aristóteles esquecidos até por mestres atuais, cidadão é aquele que participa ativamente na sociedade em modo geral que faz parte, que vive.
Sabedoria é palavra de luxo, conhecimento é sinônimo de poder e cidadania em totalidade é ideia de abstração.
Talvez um dia mude, um dia tudo se torne real, grandes coisas já aconteceram, o processo é lento e o que resta é continuar caminhando para a cada dia mais ser um verdadeiro cidadão.


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